- DIRECIONAMENTO ESTRATÉGICO CBA: REVISÃO 2007
- O direcionamento estratégico da CBA tem por objetivo maior, focalizar a atuação da entidade nos temas e projetos que efetivamente consituam demandas prioritárias ao setor, tornando mais efetiva a aplicação de seus recursos internos bem como dos advindos dos parceiros apoiadores.
Este direcionamento está organizado em três vetores ou frentes de ação: frente de representatividade, frente técnico-científica e frente mercadológica (Figura 1).
- Frente de Representatividade
- Articular propostas em temas priorítários no âmbito da Câmara Setorial da Apicultura, entre eles:
- 1. Proposta ao governo de inclusão da apicultura no programa de seguro de safras.
- 2. Dinamizar e concretizar o projeto de regulamentação da profissão de apicultor
- 3. Trabalhar o tema de legislação para inclusão de produtos apícolas em outros produtos (revogação da lei dos substitutivos de produtos de mel em alimentos)
- 4. Formação do fundo apícola (exportação, importação de mel e produção de grãos e frutas)
- Manter atuação aproximada junto à APIMONDIA buscando a inteligência e apoio para inserção no mercado internacional
- Fortalecer a atuação em rede junto às federações e associações, dinamizando e organizando a sua atuação.
- Avançar na Negociação e Implantação de um Programa de Inclusão Digital do Setor Apícola Brasileiro
- Gerenciar o Portal do Setor Apícola Brasileiro, que atue como um canal de coordenação e troca de informações entre os diversos elos da cadeia
- Implantar e Atualizar o Programa de Marketing Institucional para a CBA
- Consolidar um Programa de Identificação do Apicultor
- Implantar um Fórum de Gestão Estratégica do Setor Apícola
- Frente Técnico - Científica
-
Estudo de Competitividade Setorial: realizar um diagnóstico completo da cadeia apícola no país, entendendo as sua história e memória, distribuição geográfica de atividades, principais demandas e necessidades por região, lacunas de relacionamento entre os elos, lacunas tecnológicas, elementos diferenciais de competitividade e oportunidades de modernização
- Desenvolver projetos multi-institucionais e interdisciplinares, visando a caracterização dos diversos tipos de méis brasileiros e dos demais produtos apícolas (própolis, geléia real, pólen, cera) levando em consideração as características dos produtos e de produção de cada região.
- Elaborar um Plano Diretor de Desenvolvimento Tecnológico da Cadeia Apicola
- Elaborar um Plano diretor de Eduacação e Formação de RH voltados aos temas do setor
- Articular o tema polinização apícola junto às demais Câmaras Setoriais de interesse ao setor
- Intensificar as ações do Programa Nacional de Sanidade Apícola
Elaborar um Plano Diretor de continua para técnicos, produtores e trabalhadores rurais com foco em manejo apícola, APPCC, BPF (boas práticas de fabricação) , BPA (boas práticas na apicultura), gestão do negócio, associativismo, cooperativismo e comercialização , polinização e demais temas prioritários à produtividade, qualidade segurança alimentar e sanidade apícola.
- Identificar as lacunas tecnológicas e temas prioritários do setor e incentivar a pesquisa aplicada nestes temas.
- Desenvolver e implantar um Programa Nacional de Georeferenciamento e Cadastro dos Apicultores.
- Desenvolver ações centradas no tema rastreabilidade apícola visando a sua difusão e implementação.
- Ampliar a capacidade laboratorial em diagnósticos das doenças das abelhas, bem como, auxiliar na criação de laboratórios de referência em análise e pesquisa
- Frente Técnico - Científica
- Propor a criação de uma comissão permanente de trabalho, integrando as secretarias do Ministério da Agricultura e agentes de interesse, visando revisar e aperfeiçoar a regulamentação dos produtos apícolas e derivados.
- Criar mecanismos típicos de Avaliação da Conformidade: ensaio, inspeção, declaração de fornecedor, qualificação de fornecedor, certificação e acreditação
- Criar uma padronização e selo de qualidade para processo produtivo, equipamentos e insumos apícolas.
- Consolidar um código de ética do setor, contemplando apicultura e meliponicultura.
- Revitalizar, ampliar e fortalecer a atuação do sistema público e privado de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e ASBRAER de acordo com a região.
- Articular e fortalecer junto aos órgãos competentes os benefícios da apicultura/meliponicultura para a natureza, desenvolvendo ações de esclarecimento às questões relacionadas ao tema.
- Consolidar uma política nacional de remuneração por serviços ambientais, e sistematizar a implantação do ICMS ecológico em cada estado.
- Avançar no tema de créditos de carbono, endereçando projetos e ações que sejam vantajosos ao setor.
- Promover projetos voltados à revegetação e recuperação de áreas degradadas com espécies nativas, recuperando a biodiversidade original de nossas matas.
- Realizar pesquisa prospectiva para entendimento do comportamento, percepções e preferências do consumidor, canais de distribuição, dinâmica de preços e mapeamento de oportunidades de mercado nacional e internacional.
- Conveniar com o SEBRAE/NA o núcleo de inteligência competitiva, tendo a CBA como entidade sede/nucleadora.
- Elaborar e implementar um Plano de Marketing para o mercado interno, visando a valorização dos produtos apícolas e a disseminação das informações corretas sobre suas características e benefícios de seu consumo.
- Elaborar e implementar um Plano de Marketing visando a valorização dos produtos apícolas brasileiros no mercado externo.
- Articular a inclusão do mel em compras governamentais, CONAB, merenda escolar e ministério da defesa, entre outros.
- Articular um programa de desenvolvimento de clientes corporativos: hotelaria, hospitais, bares e restaurantes, indústria de alimentos,panificação, cosméticos e outros.
- Desenvolver ações para inclusão do mel como alimento seguro.
Articular e acompanhar a implementação do PNCR – Plano Nacional de Controle de Resíduos e outros programas de certificação de conformidade.
Estimular a produção de mel orgânico e outros produtos das abelhas que tenham potencial no mercado.
- Desenvolver e implantar um Programa de promoção para a Certificação de Comércio Justo e Solidário (Fair Trade).
- Apoiar a criação de zonas especiais de comercialização e modelos de negócio no âmbito do tema de economia solidária.
- Articular ações com a APEX para promoção comercial (estudos e prospecção de mercado através da participação qualificada em feiras e eventos internacionais).
Participantes das Oficinas
• Maria José Oliveira de Faria Almeida - API-GOIÁS
• Nilo da Silva Macedo - Federação de Apicultores do Distrito Federal
• Eduardo de Oliveira Wilk - Palestrante e consultor técnico
• Ricardo Lustosa - Palestrante e consultor técnico
• José Gomercindo Cunha - Presidente CBA
• José Ribamar Filho – Federação São Luiz/Maranhão
• Ivanilson Santos – Federação Aracaju/Sergipe
• Antonio Leopoldino Dantas Filho – Federação Piauí
• Jean Silva – Federação Alagoas
• José Lima – Federação de Sergipe
• José Xavier Neto – Federação Fortaleza/Ceará
• Nelson de Oliveira – Presidente da Federação Apícola do RJ
• Paulo Pimentel – Presidente da Federação Apícola do ES
• Glaico Sell - Presidente da Federação Apícola de SC
• Maria Almeida – Federação do Mato Grosso
• Raimundo Nascimento – Federação Amazonas
• Lucimar Pontara – Federação Apícola do PR
• Aroni Sattler – Federação Apícola do RS
• Gerson Morais – Federação Apícola do Pará
• Helson Montes - Federação Apícola do Amapá
• Odon Oliveira – Federação Apícola de Tocantins
• Pedro Freitas - Federação Apícola de Roraima
• Masio Magalhães – Federação Apícola de MG